sinais de fumaça

lutando com amigo imaginário na marechal

garota desfilando um salve na são francisco

carroceiros e doguildos no capanema

paulinho branco quebrando tudo

luzes dos automóveis engarrafados

alunos jogando games no celular na aula de lógica

articulados desarticulados

ônibus com a inscrição fazendinha

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poema de amigos no manicômio

animal de estimação por aí para doação

lábios que tu ama que te ideia

pó bebido em quantidades sem acabar

horas à fio sem esperar no mesmo lugar

sartre sonhado sem fazer escolhas

pessoas à margem

 

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aqui

nada mais me resta falar de ti de mim

aviões passeiam vagarosamente

toalha estendida fazendo sombra no gerânio

amoras pisadas

amigo no whatts monossilábico

Bill Evans a girar

tudo liquidado

 

 

 

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– a três noites o grande satélite não aparece poderiam ainda ser os deuses a sombra a espiar a escuridão do meu amor
mas não ela é cúmplice sem o saber do meu coração

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às quatro da manhã não há álibes

logo o dia virá e tu irá se distrair

lavar o rosto seguidas vezes no café

com teu nome sempre devolvido como um espelho

todas as ferramentas disponíveis e inúteis

num cabo de guerra silencioso

 

Escrito e postado em doze de agosto de dois mil e quatorze.

 

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distante de teus grandes olhos

maltratando meus alunos matinais

pressa que desagua em um não lugar

silêncio que não quer dizer silêncio que não é sequer resignação

distante dos teus grandes olhos tão pertos

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Com Manoel da Costa Pinto um dos curadores do Litercultura que ontem falou sobre a literatura do Argentino Robert Arlt.

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minha tristeza passeia comigo

voltei a roubar não sei pedir

quarto  banho sem gás e já me acostumo

a cidade cinza na tarde cinza

amigos a me pegar pela mão me distrair

pessoas falando coisas banais coisas banais são a tônica

ninguém quer arriscar

contigo não consigo ser banal mesmo que pareça

as melhores coisas que dissemos um ao outro foi como um carinho sem toque

chega uma hora que a cidade corre e mesmo estático não consigo ficar contemplativo

o café esfria e não tenho um cigarro e se tivesse não resolveria

 

 

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